27/04/2023 às 08h07
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Redacao
Vila Velha / ES
O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, deu nas últimas duas semanas mais alguns importantes passos em seu movimento de reaproximação com o MDB. No último dia 15, reuniu-se com a ex-senadora Rose de Freitas, presidente do partido no Espírito Santo. Na manhã dessa quarta-feira (26), encontrou-se pessoalmente, na Câmara Federal, com o deputado Baleia Rossi (SP), presidente nacional da sigla.
Filiado ao Podemos desde 2020, Marcelo cogita voltar ao MDB, mas não como um simples filiado. No plano ideal, almeja voltar como o sucessor de Rose na presidência estadual, para poder passar a comandar o próprio partido no Estado.
Marcelo chegou a Brasília na segunda-feira à noite e, nos últimos dois dias, cumpriu uma bateria de atividades, ciceroneado pelo coordenador da bancada do Espírito Santo no Congresso, o deputado federal Josias da Vitória (PP), um antigo parceiro dele. Na manhã de ontem, com intermediação de Da Vitória, Marcelo foi ao encontro de Baleia. Eles conversaram sobre a situação do MDB no Espírito Santo, hoje muito ruim, e sobre a possibilidade de o presidente da Assembleia retornar à legenda na condição de presidente estadual, por decisão da Executiva Nacional.
O interesse de Marcelo é real, assim como o interesse da direção nacional do MDB em ouvi-lo – até porque, do contrário, ele não teria conseguido a atenção de Baleia e a audiência com o presidente nacional. Os dois já haviam se falado por telefone e, há cerca de duas semanas, Marcelo já havia ido a Brasília com o mesmo propósito, mas a conversa com Baleia então foi adiada porque o deputado federal contraiu a gripe Influenza B. Desta vez deu match.
O interesse de Marcelo está sendo levado em consideração. Baleia e a direção nacional do MDB o veem como uma figura política relevante, não só por presidir o Poder Legislativo do Espírito Santo, mas porque, de imediato, levaria com ele para a sigla muitos líderes políticos locais sob sua influência – algo nem um pouco desprezível para um partido que precisa urgentemente se reconstruir em território capixaba.
A conversa ainda é embrionária, muito longe de estar consolidada. Mas a ponte Vitória-Brasília com a cúpula nacional emedebista foi oficialmente aberta por Marcelo, que acaba de entrar para valer no jogo do “Quem vai ficar com o MDB no Espírito Santo?”. Ele passa a ser uma carta na mesa dos dirigentes nacionais, ao lado de outras, como a própria Rose.
Colocada no comando estadual da sigla pela Executiva Nacional em março de 2021 após mais de dois anos de conflagração interna entre os grupos de Lelo Coimbra (Hartung) e Marcelino Fraga (Casagrande), Rose ainda é a presidente da Comissão Executiva Provisória do MDB no Espírito Santo. Ela precisa inclusive convocar a convenção estadual.
Apesar da atual debilidade do MDB nesta sesmaria, não é certo que a ex-senadora perderá a presidência estadual.
Rose ainda desfruta de grande respeito por parte da cúpula nacional e, principalmente, da bancada emedebista no Senado, da qual fez parte até janeiro. Entre os colegas “cabeças brancas”, é admirada por sua história como congressista, militante emedebista desde a luta pela redemocratização do país e pioneira entre as mulheres na política.
Por outro lado, a direção nacional tem consciência das dificuldades enfrentadas pela gestão de Rose e do resultado muito ruim colhido nas urnas pela sigla em 2022, deixando o partido no ES spírito Santo muito aquém do seu tamanho e da sua história, o que talvez aponte para a necessidade de reoxigenação no comando local – a exemplo do que deve ocorrer em muitas outras unidades federativas.
E Rose não está parada. Agora sem mandato e com mais tempo para se dedicar aos assuntos partidários, viria sem empenhando em filiar mais prefeitos ao MDB.
Paralelamente, existe a possibilidade de retorno ao MDB de Paulo Hartung com seu grupo político. O ex-governador é um player que nunca pode ser subestimado. Também pode entrar na disputa pelo eventual espólio de Rose no partido pelo qual se elegeu governador em 2006 e 2014 – se não diretamente, por intermédio de aliados, o que condiz com seu perfil de atuação.
Hartung nunca teve vocação nem disposição para fazer aquele trabalho de construir e organizar partidos, mas sempre teve e continua tendo quem possa fazê-lo por ele.
Em deferência a Rose e como parte de sua estratégia para se reinserir no MDB, Marcelo tomou um café com ela há dois sábados. O encontro é confirmado por Rose. Na conversa, segundo ela, os dois também trataram do partido.
Rose diz ter perguntado a Marcelo diretamente se ele tem interesse em voltar para o MDB. O deputado, segundo ela, lhe respondeu que sim.
“Falamos sobre o MDB e sobre outros assuntos políticos. Foi uma conversa ampla. Eu perguntei a ele se ele tem interesse em vir para o MDB. Ele disse que sim. As portas estão abertas para ele”, confirmou Rose.
Agora, sobre o possível retorno de Marcelo ao partido no lugar dela, como presidente estadual, a ex-senadora é categórica: “Isso não existe”.
“Marcelo é um cara legal, é um cara bacana, mas ninguém pode dizer ‘eu serei presidente do MDB’. O MDB existe em todos os municípios do Espírito Santo, é um partido democrático, e eu não passarei por cima de nenhum diretório municipal para fazer nenhuma filiação. O partido é um coletivo. Marcelo sabe os compromissos que ele fez para ter os votos que ele teve [em sua campanha a deputado estadual], assim como eu sei os compromissos que fiz para ter os meus votos para senadora.”
FONTE: ES 360
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