04/10/2025 às 17h46 - atualizada em 08/10/2025 às 19h33
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Redacao
Vila Velha / ES
Começam a aparecer registros de queda nas vendas de bebidas alcoólicas, uma consequência esperada desde as primeiras notícias da intoxicação por metanol.
Fabricantes e varejistas têm tratado o tema com cautela, evitando comentar a possibilidade de estrago nos negócios, mas algumas variações negativas já têm sido percebidas por empresas de pesquisa de mercado, especializadas em monitorar o desempenho das vendas em estabelecimentos comerciais.
Na semana passada, começou um movimento de queda nas vendas de bebidas alcoólicas, segundo a Varejo 360, que acompanha tendências de consumidores nos pontos de venda.
A semana passada foi a 39ª do ano. Na quinta-feira (25), as vendas tiveram recuo de mais de 35% em relação à quinta-feira dessa mesma semana em 2024, com novas quedas em torno de 25% na sexta-feira (26) e também no sábado (27), na mesma base de comparação.
A análise, feita com base em notas fiscais registradas por 33,7 mil consumidores no estado de São Paulo, abrange desde pequenas adegas e lojas de conveniência até supermercados e grandes varejistas de autosserviço. O levantamento não inclui bares e restaurantes.
Na vodca, que sofreu o maior impacto, as piores quedas nas vendas se concentraram na sexta-feira e no sábado com recuos de 45% e de 43% respectivamente.
Fernando Faro, diretor da Varejo 360, ressalva que existem outros aspectos capazes de interferir no desempenho, como o frio, que costuma frear o consumo no caso da cerveja.
As notícias sobre o assunto na mídia e nas redes sociais começaram a circular com mais intensidade na semana passada, quando o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos), revelou a existência de uma série de casos de intoxicação por metanol no estado de São Paulo.
Os dados mais recentes desta semana, que saem nos próximos dias, devem trazer novas evidências sobre os efeitos do caso sobre o consumo. Segundo Faro, mercados independentes de porte menor tendem a sofrer mais impacto do que as grandes redes, que têm controle maior da procedência.
“Se [esse comportamento do consumidor] vai permanecer, não sabemos. Mas não acho que as pessoas vão deixar de consumir. Ainda não se tem muita informação de onde aconteceu a intoxicação e em que tipo de produto. Conforme forem aparecendo mais informações, as pessoas vão encontrar opções”, diz.
Nos bares e restaurantes ainda não há estatísticas, segundo a Abrasel (associação do setor que reúne mais de 26 mil estabelecimentos).
“O ambiente é de quase normalidade. Em São Paulo, temos algumas regiões bem afetadas, mas parece que o momento do pânico está passando”, diz Paulo Solmucci, presidente da entidade. Segundo ele, no Rio de Janeiro, em algumas regiões mais nobres, houve redução em torno de 15% a 20%.
Procuradas pela reportagem, grandes redes varejistas e entidades representantes do setor, como Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Apas (associação paulista) e o Grupo Pão de Açúcar não se manifestaram.
Em nota, Atacadão e Carrefour afirmam que as vendas de destilados seguem estáveis, sem queda ou aumento, considerando a média diária tanto do mês de setembro quanto dos primeiros dias de outubro.
FONTE: SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – JOANA CUNHA E DIEGO FELIX
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