02/07/2025 às 23h52 - atualizada em 03/07/2025 às 11h29
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Redacao
Vila Velha / ES
Num duro discurso durante a sessão desta quarta-feira (2), o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, deputado Marcelo Santos (União), fez duras críticas a secretários estaduais que, segundo ele, estariam utilizando suas pastas como palanque eleitoral antecipado para as eleições do ano que vem. O parlamentar denunciou que parte do secretariado tem condicionado o atendimento à população ao apoio político, o que classificou como “coação”.
Sem citar nomes, Marcelo se referiu a secretários que são cotados ou já se colocaram como pré-candidatos a deputado estadual e federal. Ele relatou que a presidência da Ales tem recebido relatos de que alguns membros do primeiro escalão do governo estão misturando gestão pública com interesses eleitorais, usando o cargo para pressionar prefeitos, vereadores e cidadãos a declararem apoio político.
“O que está acontecendo com algumas pastas é vergonhoso. Faço um alerta ao secretariado de Estado: não confundam suas pastas com comitê eleitoral! A Assembleia não vai permitir que isso aconteça”, afirmou o presidente.
Marcelo destacou que, embora seja aliado do governo e articulador da pré-campanha do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) ao governo do Estado e do governador Renato Casagrande (PSB) ao Senado, não irá se calar diante de práticas que possam configurar abuso de poder político e eleitoral.
“Tenho plena convicção de que o governador Renato Casagrande não concorda com isso. Mas é um alerta que faço aos secretários que querem disputar eleição: antes de tudo, cumpram o papel que receberam do governador. Não confundam eleição com gestão.”
A crítica do presidente da Assembleia foi respaldada por diversos deputados estaduais, que afirmaram, nos bastidores, que também têm se sentido incomodados com a postura de parte do secretariado. Parlamentares da base aliada, inclusive, relataram sentir-se em desvantagem na corrida eleitoral diante de secretários que “têm a caneta na mão” e realizam entregas em nome do governo enquanto se lançam como candidatos.
Alguns deputados reclamaram diretamente com Marcelo Santos, mas, por serem da base aliada, disseram sentir-se intimidados a se posicionar publicamente. Coube, então, ao presidente da Casa dar o recado em nome próprio — e de muitos outros.
Marcelo, que também é pré-candidato a deputado federal, afirmou que sua fala tem respaldo na função constitucional da Assembleia de fiscalizar os atos do Executivo.
“Por enquanto, estamos fazendo ouvido de mercador, com os olhos fechados. Mas vamos começar a abrir os olhos e ficar mais atentos para que não ocorra nenhum crime eleitoral”, concluiu.
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