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Esportes e Lazer

09/05/2023 às 08h39

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Redacao

Vila Velha / ES

Com capixaba, Brasil conquista ouro inédito na ginástica rítmica
A ginasta capixaba Sofia Madeira integra a equipe que conquistou o 1º lugar no pódio na prova de cinco arcos no Challenge de Portimão, em Portugal
Com capixaba, Brasil conquista ouro inédito na ginástica rítmica
Conjunto do Brasil de ginástica rítmica conquista ouro inédito. Foto: Divulgação/CBG

Com o talento da ginasta capixaba Sofia Madeira, a equipe brasileira de ginástica rítmica escreveu um novo capítulo na história do esporte. Ao som de “I Wanna Dance with Somebody”, de Whitney Houston, o Brasil conquistou pela primeira vez o ouro numa etapa da FIG World Challenge Cup, neste domingo (07), em Portugal. O grupo composto também pelas atletas Duda Arakaki, Nicole Pircio, Giovanna Silva, Victória Borges e, como reserva, Julia Kurunczi levaram o título da prova de cinco arcos do Challenge de Portimão.


As ginastas alcançaram a nota 34.600, superando as duas potências Espanha, com (34.450), e as favoritas italianas, com (33.800). O conjunto praticamente cravou a série da final, acertando todas as colaborações de aparelhos e deixaram a quadra comemorando. Ao ver a nota as ginastas vibraram muito.


A treinadora Camila Ferezin ressaltou toda a trajetória das meninas e esforço das atletas. “Estamos muito felizes, por toda a trajetória nesta competição. Não competimos bem no geral, o que abalou o grupo, porque treinamos muito, e mesmo assim apresentamos falhas em demasia. Ontem, ficamos até 1h da manhã conversando. Disse às atletas que a final do conjunto simples era a nossa última chance. Era como um leão caçando na savana. Ou abatíamos uma presa ou morreríamos de fome. Felizmente, elas conseguiram fazer uma apresentação sem erros visíveis. A gente sabe que, se não falharmos, vamos ao pódio. Hoje, no caso, além disso, ainda conseguimos o ouro, o que não esperávamos, porque foi a vez de a Itália errar. Certamente, esse resultado vai fortalecer a confiança de todas, para nos mantermos firmes nessa caminhada”, disse a treinadora.


A capixaba Sofia está sendo poupada nas apresentações, mas participou na série de cinco arcos. A treinadora ainda explicou sobre as dificuldades enfrentadas pelo grupo. “A Sofia Madeira não está 100% e tem treinado só em um período. Para poupá-la, nós a colocamos só na série de cinco arcos. Na outra série, utilizamos a Julia, e é normal ter problemas de sintonia e de execução com uma ginasta nova. Hoje, elas acertaram tudo. Quando apresentamos a coreografia toda limpa, somos uma equipe muito competitiva”, disse.



 


A viagem até Portimão


O caminho até o final feliz começou conturbado. A jornada até Portimão levou quatro dias para serem completados. Houve o cancelamento de diversos voos da companhia aérea TAP devido a uma greve. A equipe então viajou de carro de Aracaju até Salvador. E lá na capital baiana receberam a notícia do cancelamento do voo. Então, elas voaram até São Paulo, e lá conseguiram um voo até Amsterdã e lá, finalmente, conseguiram viajar para Lisboa.


“Foi uma saga a nossa viagem. Normalmente chegamos com antecedência e realizamos treinos no local da competição desde a segunda-feira, para adaptação. Fizemos alguns alongamentos e treinamentos preventivos em aeroportos para não termos problemas. Toda essa dificuldade deu um sabor ainda mais gostoso à conquista, e passar por cima de tudo isso torna a gente ainda mais forte”, arremata a treinadora Camila.


Ponderando sobre o significado da conquista, Camila observou que o Brasil superou vários concorrentes que se situam em seu mesmo escalão técnico, como França, Espanha e Azerbaijão. “É uma etapa da Challenge Cup e nem todas as equipes disputam todas. Entre os adversários fortes, ficaram de fora Israel e China, além da Bulgária, que não vem em grande fase. Mas a gente olha para a nota e ela é alta em qualquer competição. Nesta etapa, a banca foi muito criteriosa. Por tudo isso, esse é um grande resultado sim para a GR do Brasil”, diz a chefe da comissão técnica.


Etapa Individual


No individual, Geovanna Santos, a Jojô, fez uma apresentação vibrante, ao som de “Rajadão”, de Pablo Vittar. Uma falha na recuperação da fita, no final da apresentação, no entanto, acabou por reduzir a nota. Sua pontuação de 28.400, rendeu a capixaba a sexta colocação.


FONTE: ES 360

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